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A PROPÓSITO DE HOMOSSEXUALIDADE

Se a nossa intenção fosse apenas fazer uma exposição legalista do assunto, diríamos que umas poucas passagens da Escritura seriam suficientes para resolver de forma cabal a questão!
Desde a lei dada a Moisés, que diz: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.” Lv.18:22 Passando pela carta de Paulo aos romanos, que diz: “Até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. Semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, inflamaram-se em sua sensualidade uns para com os outros, homem com homem, cometendo torpeza, e recebendo em si mesmos a penalidade devida ao seu erro.” Rm.1:26,27 E aos coríntios, que diz: “Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” 1Co.6:9,10 Até o livro de Apocalipse, que diz: “Mas quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte.” Ap.21:8
Ou seja, toda a Escritura é peremptória em declarar a homossexualidade abominável aos olhos de Deus, excluindo irremediavelmente aqueles que a praticam, tanto do reino de Deus, como da vida por vir.
Não há, contudo, da nossa parte, qualquer tipo de discriminação aqui. O sodomita (empregando o termo bíblico) não é mais pecador que os demais: o homicida, o idólatra, o adúltero, o avarento, o mentiroso!
Todos, se não se arrependerem, de igual modo perecerão. Lc.13:3,5
Se é costume considerar-se a prostituição, como sendo a mais velha “profissão” do mundo, então também será lícito considerar a sodomia, como a mais antiga perversão do mundo!
O mais antigo relato bíblico da destruição de um lugar por causa da depravação dos seus habitantes, diz respeito, precisamente, ao ocorrido no tempo de Abraão (c.4.000 anos), com as cidades de Sodoma (daí o termo sodomia) e Gomorra que encheram de tal maneira a medida do cálice da ira de Deus, a ponto do juízo divino se derramar sobre elas! Gn.19
Existe o hábito de atribuir pela antiguidade na prática de determinada coisa, o direito à continuidade no tempo presente. Chama-se a isto: Tradição.
Convém, no entanto, dizer que, tradicional não é sinónimo de natural!
Tradicionalmente, a sodomia já existe há muito tempo, assim como a prostituição, o roubo, a violência, o homicídio (o primeiro foi cometido bem cedo, nos primórdios da existência humana, Gn.4), mas dificilmente poderemos considerar, ainda hoje, todas estas coisas como naturais!
Natural é o facto de todos os rios, dia após dia, ano após ano, correrem em direcção ao mar. Não natural ou antinatural é o contrário acontecer (além de catastrófico)!
Natural é a verdade, não a mentira!
Natural é o amor, não o ódio!
Natural é a paz, não a guerra!
Natural é a saúde, não a doença!
Todas as coisas não naturais ou antinaturais são consideradas nocivas para o homem, e repudiadas e combatidas por todos, na sua generalidade!
Temos assistido, recentemente, à tentativa por parte da ciência de explicar geneticamente a tendência homossexual.
O que não sabemos é se tem havido o cuidado de verificar se os progenitores, ou ascendentes directos da pessoa homossexual, também manifestam estas tendências, ou se este é um tipo de gene que pode permanecer em estado lactente por várias gerações!
Qual será, então, a razão para o seu despertar?
Sem dúvida, tem havido grandes avanços nesta área.
Já foi conseguido, segundo o noticiado, isolar alguns dos genes responsáveis por malformações congénitas e doenças hereditárias, de modo a eliminá-los, construindo geneticamente o indivíduo que há-de nascer, com os genes mais convenientes!
Talvez fosse mais importante isolar o gene responsável pela consciência moral do indivíduo, e aplicá-lo na próxima geração de potenciais cientistas!
De qualquer forma, parece que a genética considera a homossexualidade como um tipo de degeneração cromossómica, a par de outras anomalias susceptíveis de causar vários tipos de deficiências!
Se assim for, o que dizer do alcoolismo, da toxicodependência, da glutonaria, e de uma mão cheia de “maus hábitos” muito em voga nos nossos dias?
Estarão os filhos gerados nestas condições destinados a enveredar forçosamente por este caminho?
Já agora, será a predisposição para mentir, genética?
Não é preciso ensinar uma criança a mentir, parece ser algo inato nela. Quando questionada e confrontada com algum “acidente doméstico”, é normal recorrer à mentira como principal arma de defesa (de onde terá vindo este sentimento de culpa e esta prontidão para se justificar?)!
No entanto, por meio do exemplo paterno, aliado a uma instrução e disciplina adequadas, onde a verdade é valorizada, exaltada e recompensada, é possível corrigir esta “malformação congénita”. Senão todos nós seriamos hoje, mentirosos compulsivos!
Poderemos então dizer que a mentira é de ordem moral, e não genética?
Não temos dúvidas quanto ao peso que a herança espiritual recebida dos progenitores tem no comportamento e na formação do carácter da pessoa humana.
No entanto, também estamos convencidos quanto à importância do papel individual que cada um irá desempenhar nas diversas escolhas e decisões que inevitavelmente há-de tomar ao longo da sua vida, no ressaltar, ou no contrariar, dessas eventuais inclinações herdadas.
Todos, na posse das suas faculdades, são responsáveis pelos seus actos.
Alegar que cada um é o que é pela força das circunstâncias, sejam externas: a educação, a religião, o ambiente circundante; sejam internas: tendências e inclinações inatas, herança genética e espiritual, é tentar, inutilmente, aliviar uma consciência vergada sob o peso da condenação eterna!
Nos países ditos desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento (o que quer que isto seja!), qualquer sondagem feita relativa à pergunta: concorda com o direito ao casamento civil por parte de pessoas do mesmo sexo, recebe por parte da maioria dos inquiridos (+50%), resposta afirmativa.
Será por causa do evidente interesse pela defesa dos direitos das minorias, ou por mera indiferença?
Cada um é livre para fazer o que entender, desde que não interfira directamente com o meu bem-estar, nem me prejudique financeiramente.
Será esta a tradução literal?
A lei que consigna o direito a pessoas do mesmo sexo contraírem casamento civil, já existe em alguns dos tais países desenvolvidos do mundo, obviamente, não tardará muito a sê-lo, também aqui.
Será justo que todos os cidadãos tenham direitos iguais?
Absolutamente. Está conforme, (em teoria pelo menos) ao sistema político vigente no país: A democracia!
Há apenas um pormenor que convém salientar, neste caso em concreto: O casamento foi decretado por ordenação divina!
Significa isto que, a lei dos homens pode validar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas a lei divina jamais o aprovará, visto ser contrária à ordem estabelecida!
“Portanto deixará o homem a seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne.” Gn.2:24
Assim, seja por opção, por deformação, por degeneração, por perversão, ou por rebeldia, o dia virá, em que todos, sem excepção, haverão de “comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” 2Co.5:20
Será inquestionável e imensurável o benefício de estar na condição requerida diante de Deus, quando isso acontecer!


23-01-2009

J.R.


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