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| O VENENO DA SERPENTE “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” 2Co.11:3 Se de facto Deus não quer “que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pd.3:9), e deseja “que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm.2:4), então, Satanás, não terá outro objectivo senão, “cegar o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co.4:4), e não recebam “o amor da verdade para se salvarem” (2Ts.2:10). O adversário percebeu desde o início, e diga-se, por experiência própria, só haver um meio de fazer o homem cair da posição que Deus lhe concedera, isto é, pela desobediência. Desobediência não imposta, não forçada, mas deliberada, voluntária, assumida abertamente em nítida oposição ao mandamento de Deus! “Esta (a serpente) disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” Gn.3:1 A serpente não necessitava de informações sobre o que Deus havia dito ao homem, ela sabia bem, mas precisava saber o que a mulher sabia, e se este conhecimento era mero conhecimento mental ou, profunda convicção interior. Todos nós que lemos, estudamos, investigamos e meditamos na Escritura Sagrada, decerto saberemos o que Deus tem dito, deveremos até ser capazes de o recitar, testemunhar, anunciar e proclamar publicamente, mas, o que estaremos dispostos a abdicar por esse conhecimento? E, qual o preço que estaremos prontos a pagar por esse conhecimento? Se esse conhecimento não for maior que todos os nossos interesses juntos, mais importante que a nossa vida, então, no dia da provação, no momento decisivo, será de nenhum proveito! A resposta da mulher denunciou uma evidente falta de convicção pela necessidade de enfatizar a mensagem com um acréscimo da sua própria autoria: “Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.” v.3 Quando o homem se vê obrigado a acrescentar à palavra de Deus alguma coisa sua, não será certamente para lhe dar mais ênfase, ou para a tornar mais convincente aos seus ouvintes ou interlocutores, é simplesmente porque ele mesmo não está convencido, nem assumiu um compromisso sério, com a verdade nela expressa! E a serpente percebeu isso (e hoje percebe certamente ainda melhor isso) e não se coibiu de negar frontalmente o que Deus havia dito a respeito da consequência que sobreviria ao homem se ele desobedecesse à ordem dada: “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.” v.4 Esta afirmação deveria ter sido suficiente para pôr a mulher em alerta máximo! Mas a serpente foi rápida a “iluminar” a mente da mulher com uma revelação tremenda que Deus propositadamente ocultara do homem por puro egoísmo, para obstruir o seu progresso, para evitar o aumento do seu conhecimento, enfim, para o impedir de se tornar como Deus! “Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, os vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.” v.5 Afinal de contas, a desobediência não deve ser tão desagradável assim! E a consequência do pecado não pode ser tão grave assim! Não nos deixemos enganar: “Vede que não rejeiteis ao que vos fala. Se não escaparam aqueles que rejeitaram o que sobre a terra os advertia, quanto menos escaparemos nós, se nos desviarmos daquele que nos adverte lá dos céus?” Hb.12:25 E a partir do momento em que o veneno da serpente entra na “corrente sanguínea” da mulher, foi uma questão de tempo até atingir o órgão vital: o coração, e produzir os seus efeitos! Depois do veneno chegar ao coração, o próprio coração se encarrega de o espalhar pelo resto do corpo até aos demais órgãos, e não demorou muito até afectar a visão da mulher. E, se até ali, aparentemente, não havia nada de atractivo naquela árvore, de repente ela se tornou “boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento”. v.6 Verificamos que não foi a serpente que chamou a atenção da mulher para estas “qualidades” da árvore, foi a mulher que descobriu isso por si mesmo, como se de uma revelação se tratasse! Não há maior engano do que o auto-engano. Uns deixam-se enganar, e outros são enganados, mas aquele que se engana a si mesmo nem a suprema verdade conseguirá demovê-lo! O homem tem alcançado muitas revelações de outras fontes que não a divina, no entanto, nenhuma delas produz resultados que perdurem para a vida eterna. Esta estratégia da serpente, este veneno, não perdeu vitalidade ao longo do tempo, bem pelo contrário, está hoje em pleno vigor! A sua aceitação tem sido tão boa, a procura tem sido tanta, que é agora comercializado em bonitas embalagens nos grandes centros comerciais (vulgarmente conhecidos como: mega-igrejas evangélicas)! Obviamente, ninguém está imune a ser picado, mas há uma forma de o evitar. E, se o primeiro Adão foi envenenado, o segundo, não! Toda a investida feita pelo tentador de injectar o veneno mortal nas “veias” de Jesus, foi invariavelmente anulada. Que arma Jesus utilizou para esse efeito? A verdade divina, a palavra de Deus. Lc.4:3-12 Não apenas porque ele sabia que o que estava escrito era verdade; não apenas porque ele andava segundo a verdade; mas porque ele era a expressão viva da própria verdade! Nós podemos não ser a expressão da verdade, assim como Jesus o foi, mas se a verdade está em nós, e se a amamos mais que a própria vida, então está nas nossas mãos a capacidade para rechaçar todos os ataques do inimigo. Ef.6:16 “Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento (com a verdade, Ef.6:14), sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo.” 1Pd.1:13 Graça e Paz vos sejam multiplicadas. 23-06-2009 J.R.
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